segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta pra mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do inicio ao fim
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes."
(Trecho de índios - Legião Urbana )

Essa música, em si, me faz pensar e reflectir muito. Não só nas palavras mas principalmente em mim. Nesse trecho, a primeira parte fale de Deus, um Deus maravilhoso, criador dos céus e da Terra. Um Deus grandioso que se sacrificou por nós e que por nós mesmos foi morto. Quantas vezes vemos pessoas gratas por isso? Em que momento as pessoas glorificam o nome de Deus? Não estou falando de grandes gestos, estou falando de nós mesmos. Estou falando dos nossos próprios sentimentos.. estou falando nos nossos corações. Por quê quando acontece uma tragédia, como essa recente, das chuvas, as pessoas logo culpam a Deus? Por quê gritam seu Nome o acusando e questionando a sua bondade?
Será que alguém se lembrou de agradecer a Deus quando estavam se divertindo na praia com a família em um lindo dia de sol? Será que alguém se lembrou de agradecer a Deus quando estava quentinho e feliz em sua casa ?
A maioria não! A grande maioria não! Por quê quando é algo bom, podemos deixar pra depois? Mas quando é algo ruim, precisamos questionar na HORA ?
Quantos de nós não cobriu a boca e disse ou pensou : MEU DEUS ! Na hora que viu o que estava acontecendo? Eu fiz isso..
Mas quantos de nós oramos para que eles ficassem bem? Quantos pedimos a Deus que consolasse, que abrigasse, que estivesse com eles? Falar é fácil, principalmente quando não se tem nada de bom pra dizer!

No segundo trecho, fala de necessidade. Fala de dependência, fala de amor. Eu, quando ouço essa segunda parte da música penso em um amor protector, um amor capaz de curar qualquer ferida, capaz de acalmar, trazer serenidade. Mas este amor pode ser de uma amizade, um um irmão, de uma mãe, um pai, um parente.. ou até mesmo de um desconhecido disposto a nos dar a mão.
Todos nós precisamos de alguma coisa, mas na maiorias das vezes, nem nós mesmos sabemos o que é!


O terceiro e último trecho que eu citei, fala de inocência!
Ah como eu gostaria de ser inocente de novo.. de não saber que existem drogas, prostituição, assassinatos, depressões, suicídios. Gostaria de voltar aos meus 8 anos, quando a minha única preocupação era com o cabelo das minhas bonecas. Queria poder correr pro colo do meu pai quando eu tivesse medo. Queria não ter tanto medo agora, porquê sou uma mulher, tenho que ser forte. Mas esqueceram de avisar isso a mim mesma ! Queria olhar pela janela e não saber de nada, queria acreditar que o mundo é perfeito. Ah que saudade dos meus 8 anos, que saudade da minha inocência. Saudade de quando as pessoas diziam que eu sentiria saudade dessa época e eu ria.

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